27 de nov. de 2015

Ninguém tem nada a ver com sua bad

Essa postagem faz parte de uma nova categoria nesse blog que vos fala que tem por título "just thinking, just living" porque o que seria de nós sem uma carrada diária de sentimentos e reflexões sobre essa coisa chamada vida, né? E também porque deu vontade de escrever mais um pouquinho. Agradece a direção. 

Esse título tem dois sentidos. O primeiro sentido é que as pessoas não precisam te aguentar na bad. E o segundo sentido é que a bad é sua e de mais ninguém, você faz dela o que você quiser. Vamos discorrer sobre as duas. 

Demorei pra aprender que nobody tem nada a ver com minha bad. Eu levei anos (sério) pra aceitar que as pessoas simplesmente não tem tempo nem saco pra ficar me aguentando de mimimi. Elas tem toda uma vida pra cuidar - inclusive lidar com as próprias bads. Ninguém é obrigado a aguentar você achando tudo um saco e sua cara de nojo para tudo. Demorei para entender que as pessoas não vão me amar do jeito que eu sou (isso dá até outro texto). E até você aprender isso é chão! É toda uma estrada de decepções e frustrações. Isso vem com o tempo e com a maturidade, quando você finalmente percebe que o mundo não gira ao redor do seu dedo mindinho machucado. 
E aí, quando você descobre isso, você se pergunta: e agora, o que é que eu faço com isso? 

Assim como aquele comentário que você não fez ou aquele detalhe que você percebeu e guardou pra si, você segue guardando sua dor. É fácil? Não. Talvez você se perca e todas as pessoas pareçam alheias à você (porque todo mundo parece feliz demais quando na verdade estão tentando lidar com suas próprias frustrações). E aí talvez você se isole. E aí vem a segunda parte da explicação do título dessa postagem. Ninguém tem nada a ver com sua bad, por isso você faz dela o que você quiser (desde que já tenha riscado como done! a primeira etapa). Você passa uns dias ouvindo Adele (ou vários). Lê umas coisas mais tristes. Passa uns dias achando que o mundo tá meio mudo. E assim vai tentando equilibrar aquele peso todo.

A linha entre a primeira realidade e a segunda é muito tênue. Muito mesmo. Como passar uns dias isolados sem esquecer um pouquinho da realidade? A resposta é simples: quando um motivo bom pra sorrir chegar até você, não abra mão disso. Não é a parte melosa do texto, é a parte prática. Você tem todo o direito de curtir a fossa (e deve!), mas imagina todo mundo se fechando em si até a dor passar? Imagina! 

Enquanto isso tem umas séries pra ver, umas rodas de conversas pra socializar, um trabalho pra dar o seu melhor e alguns amigos que, apesar de não terem obrigação de aguentar você na bad, estarão lá. E tem muitas outras coisas. Sugiro inclusive fazer um manual de s.o.s pra você ler quando tiver numa fase dessa. Ou tenha sempre no coração que tudo passa e que não vale a pena gastar nossa energia com coisas que nos desestabilizam e tiram a leveza da vida. Deixa passar. 

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