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26 de mai. de 2016

23

Esse é um post sobre empoderamento e sonhos. 



"É a confiança em nossos corpos e mentes que nos permite buscar novas aventuras." (Oprah Winfrey)

Dia 23 eu fiz 23 anos e eu não sei quando de fato algumas coisas começaram a mudar em mim. Eu acredito que a vida toda é uma construção: acontece hoje, aprendemos depois. E todos nós passamos por fases que quando finalizadas tornam-se mais especiais por sua contribuição de aprendizados e maturidade. Nunca somos os mesmos de ontem, alguém já disse isso.


Pra mim, nesses recentes 23 anos de idade, 3 coisas me ensinaram mais do que toda a vida: um amor frustrado, a experiência de sair de casa para fazer faculdade e minha transição capilar. Respectivamente. Eu quase não saí viva dessas experiências, mas tô aqui pra dizer que tô aqui vivona e tô forte como nunca pensei que estaria. 


Primeiro eu passei no vestibular e precisei sair da casa dos meus pais. Eu tinha 19 anos e achava que sabia alguma coisa da vida. Depois eu me livrei de um sentimento desgraçado, que acabava com toda a minha vontade de viver escrevendo um livro. O que antes era uma decepção causada por uma pessoa, hoje se tornou um dos meus projetos pessoais junto com o blog (esse também entra em todo esse processo).

Todas essas mudanças que vivo, sinto e vejo agora começaram a acontecer em 2012 e depois foi só ladeira abaixo. Teve muito choro, muitas alegrias também e muitos, muitos aprendizados. Mas a principal deles foi o nascimento do meu amor próprio. Eu aprendi na marra a cultivar esse amor que não vem de nada nem de ninguém.


A intenção desse post não é promover o narcisismo, mas sim deixar registrado o quanto nossa vida é nossa e não deve depender de ninguém. Enquanto vivi presa a coisas que me faziam mal, que só me colocavam pra baixo, eu desperdicei tudo o que eu era, todo o meu potencial, todas as minhas possibilidades.

Quando a gente se conhece, se desprende do que nos atrasa a vida, perde o medo (ou vai com medo mesmo), a sensação de estar em paz consigo vale por todas as coisas. Amadurecer é descobrir o quanto você é forte e o quanto você pode aguentar/fazer tanta coisa. E nesse processo de descobrimento sobre si, você aprende que ninguém nunca mais terá algo que só a você pertence: esse amor, essa vontade de viver, esse sonhos.

22 de mai. de 2016

para viver além do superficial

Ou sobre as consequências da falta do amor versus os efeitos que o amor nos causa. Porque no fim toda a nossa vida é baseada nisso.

Domingo passado eu encontrei um amigo para gravar com ele e sabe quando um encontro é mais que isso? Sabe quando um abraço é mais que um abraço? Sabe quando depois de se despedir da pessoa você chega em casa leve? É uma coisa que mexe com nossa alma. Eu posso contar nos dedos quantas vezes eu senti isso na minha vida e também posso dizer que em todas elas os meus amigos foram responsáveis por essa sensação. 
Vocês já se doeram quando pararam pra pensar que quase todas as nossas "amizades" são baseadas em "e as novidades?" seguidas de um desinteresse escancarado e um "que bom" no fim? Eu sou aquele tipo de pessoa que se importa com tudo e sente demais e tenho pensado nisso há anos! Principalmente quando enfrento dilemas e momentos difíceis. Já fiz um texto sobre o quanto é real o fato de ninguém ter nada a ver com a nossa bad e isso é terrivelmente triste. Ninguém mais se importa com ninguém! Estamos cada vez mais fechados em nosso mundo porque ninguém se dá o trabalho de nos ouvir e assim caminhamos com essa sensação de solidão. O desinteresse pela dor (ou felicidade também) do outro já é algo cultural trazido pela revolução digital. Estamos no smartphone enquanto o outro conta sobre mais uma desilusão amorosa ou sobre o quanto foi incrível ele conseguir algo. Essa realidade me deixa profundamente triste por saber que faço parte dela e por saber que está cada vez mais difícil cultivar uma amizade que vá além do superficial. 
Depois de me despedir desse amigo, a sensação de alma tranquila e vida no lugar me fez refletir o quanto a amizade sincera pode fazer diferença na nossa vida. Pensei no tanto de frustração e bads que poderíamos ter evitado se ao invés de um "supere" tivéssemos ouvido um "Como você tá? Me conte tudo" seguido de um abraço sem pressa. A dor compartilhada se torna mais suportável e a alegria quando dividida se torna ainda maior. E foi preciso morar sozinha e enfrentar a solidão de frente para entender que nesse mundo doido e corrido, os abraços e sorrisos sinceros nos curam, nos preenchem e nos ajudam a deixar o peso da vida mais leve. 
Se importar com o outro nos faz aprender a viver além das coisas superficiais porque todo o significado de um relacionamento só existe na nossa capacidade de cultivar as coisas aparentemente sem valor: a calma de um abraço, o efeito de uma risada, a companhia, o olhar atento.

Deixo o vídeo feito com ele para vocês verem o quanto uma amizade assim é especial.



27 de fev. de 2016

A vida é boa nos detalhes


levantar todo dia e saber que o bom é raro e que por isso vale a pena 



Essa semana postei essa foto no meu instagram com a frase acima como legenda pra resumir o que eu sentia porque a vida tava corrida demais e não tava com tempo de fazer um texto na hora. Mas precisava falar mais disso aqui no blog. 

Eu sempre fui muito reclamona. Reclamo quando posso, reclamo quando não posso, reclamo de quase tudo. No fim do ano passado até reclamei menos e tenho tentado trabalhar mas isso na minha vida porque tenho percebido o quanto é exaustivo ficar perto de pessoas que só reclamam. Morar fora da casa dos meus pais, em uma cidade que sou praticamente sozinha, lidar com todas as coisas - casa, faculdade, trabalho -, suga todas as poucas energias que me restam nesse corpo de 52 kg. Mas quando as coisas acalmam - às vezes até mesmo no meio da tempestade - eu consigo deixar meu coração no lugar e finalmente lembro de uma das coisas que mais acredito: continue fazendo aquilo que você acredita, continue fazendo a sua parte, que as coisas vão acontecer. No primeiro dia que eu vi isso acontecendo eu sabia que sofrer todas as dores vale à pena simplesmente por um fato: eu coloquei o meu coração em tudo e isso basta. 

Às vezes me perco na mesquinhez das pessoas, na estupidez de falar o que elas não sabem, de julgar sem conhecer, de não observar além do seu próprio dedo mindinho, de passar por cima da dor do outro. Mas às vezes aparecem pessoas que me dão um fôlego e eu volto a lembrar que é por essas pessoas que a vida vale a pena. São pelas pessoas simples de coração, mas que tem a capacidade de fazer muito mais do que todas as pessoas erradas do mundo. E tenho valorizado cada vez mais essas pessoas. São por essas coisas que a vida vale a pena. Pelo bom que existe nas poucas pessoas que nos mostram que a vida vai além do nosso egoísmo. O bom anda cada vez mais raro e por isso é tão bom. O segredo é colocar o coração nas coisas certas e viver por isso. ♥

Quando crescemos para dentro de nós mesmos - sem precisar de holofotes - diminuímos porque sabemos que não somos nada sem a grandeza das coisas que estão ao redor. 

4 de dez. de 2015

8 coisas que aprendi sendo estagiária que vou levar pra vida


Começo o post com Carrie sim porque essa pessoa foi uma das melhores e mais inspiradoras estagiárias que já conheci. 
Ontem eu fiz uma viagem pra Fortaleza com a galera da faculdade pra visitar uma das maiores agências da cidade. Mas o assunto nem é a própria agência - é tanto que nem vou citar o nome. Sabe quando você aprende algumas coisas sem precisar alguém falar "então, isso aqui é assim"? Foi bem o que aconteceu no meio da conversa que a gente teve com um dos diretores de diretor de criação. 

Eu curso Comunicação Social - Publicidade e Propaganda, mas antes que você, que não estuda Publicidade, pare de ler o post por aqui, eu peço um pouquinho da sua atenção para dizer que isso não é um post sobre o meu curso. 

Seguimos. 

Eu resolvi fazer esse post muito mais para servir de lembrete pra mim do que por qualquer outro motivo. Apesar da faculdade sugar todas as nossas forças - principalmente em fim de semestre -, a sala de aula, os colegas e os professores são uma oportunidade maravilhosa que a gente tem de aprender sobre nossa profissão. No ambiente de trabalho ninguém tem tempo de debater sobre aquilo porque é demanda e correria demais. 

Voltando à visita que fiz com minha turma à tal agência, enquanto os caras respondiam às perguntas da gente, eles me ensinaram muito mais do que o que estava sendo debatido. A conversa me deu um start tão grande sobre essa coisa de profissão e estágio que eu fiquei refletindo por um tempo e resolvi dividir aqui. São coisas além do ambiente de trabalho. Aprendizado você leva pro resto da vida, né?

Primeira coisa: o problema nunca é só do outro. Se você tem como ajudar, o problema também é seu. É óbvio que você não tem que fazer o trabalho de ninguém, mas colaborar com o coleguinha é a alma do negócio (desculpa o trocadilho com o contexto, rs). Mas é incrível como as coisas funcionam quando você faz além da sua obrigação. 

Segunda coisa: o trabalho é estressante e a gente sempre fica procurando um meio pra descontar esse estresse, e, às vezes, esse desconto é ir empurrando as coisas com a barriga. Precisa falar mais alguma coisa?

Terceira coisa: seja curioso. Ficar achando que já aprendeu o suficiente para passar o resto da vida de boas é o início de um grande fracasso: a zona de conforto.

Quarta coisa: será que o que você está fazendo é realmente o seu melhor? Será que não dá pra você se esforçar nem mais um pouco? Nem um tiquinho só? Eu acho que sempre dá. 

Quinta coisa: tem que ser feito, então pare de reclamar. Cheguei a essa conclusão só há alguns dias, quando as coisas estavam todas acumuladas e sobrecarregadas. Na hora do aperreio você tem que parar, respirar e lembrar: tem que ser feito, então não adianta reclamar. Isso muda toda a sua postura. Acredite. Você só vai querer fazer e acabar o quanto antes. 

Sexta coisa: foco - com força e com fé. Saiba o que você quer, kirido. Saber o que quer é in dis pen sá vel para você se dedicar àquilo que você quer. Saber o que você quer delimita o que você precisa e deve fazer. O caminho fica muito mais claro.

Sétima coisa: tenha calma, as coisas acontecem gradativamente e no tempo certo. A gente quer tudo pra ontem, BUT uma carreira (ou qualquer coisa que valha a pena) não é feita como um passo a passo de miojo.

Oitava coisa: veja o que você pode aprender com as pessoas que estão ao seu redor, as pessoas sempre tem algo para passar.

Meu estágio na agência pode até ter data pra acabar, mas ainda bem que a gente não para nunca de aprender, né? ♥



27 de nov. de 2015

Ninguém tem nada a ver com sua bad

Essa postagem faz parte de uma nova categoria nesse blog que vos fala que tem por título "just thinking, just living" porque o que seria de nós sem uma carrada diária de sentimentos e reflexões sobre essa coisa chamada vida, né? E também porque deu vontade de escrever mais um pouquinho. Agradece a direção. 

Esse título tem dois sentidos. O primeiro sentido é que as pessoas não precisam te aguentar na bad. E o segundo sentido é que a bad é sua e de mais ninguém, você faz dela o que você quiser. Vamos discorrer sobre as duas. 

Demorei pra aprender que nobody tem nada a ver com minha bad. Eu levei anos (sério) pra aceitar que as pessoas simplesmente não tem tempo nem saco pra ficar me aguentando de mimimi. Elas tem toda uma vida pra cuidar - inclusive lidar com as próprias bads. Ninguém é obrigado a aguentar você achando tudo um saco e sua cara de nojo para tudo. Demorei para entender que as pessoas não vão me amar do jeito que eu sou (isso dá até outro texto). E até você aprender isso é chão! É toda uma estrada de decepções e frustrações. Isso vem com o tempo e com a maturidade, quando você finalmente percebe que o mundo não gira ao redor do seu dedo mindinho machucado. 
E aí, quando você descobre isso, você se pergunta: e agora, o que é que eu faço com isso? 

Assim como aquele comentário que você não fez ou aquele detalhe que você percebeu e guardou pra si, você segue guardando sua dor. É fácil? Não. Talvez você se perca e todas as pessoas pareçam alheias à você (porque todo mundo parece feliz demais quando na verdade estão tentando lidar com suas próprias frustrações). E aí talvez você se isole. E aí vem a segunda parte da explicação do título dessa postagem. Ninguém tem nada a ver com sua bad, por isso você faz dela o que você quiser (desde que já tenha riscado como done! a primeira etapa). Você passa uns dias ouvindo Adele (ou vários). Lê umas coisas mais tristes. Passa uns dias achando que o mundo tá meio mudo. E assim vai tentando equilibrar aquele peso todo.

A linha entre a primeira realidade e a segunda é muito tênue. Muito mesmo. Como passar uns dias isolados sem esquecer um pouquinho da realidade? A resposta é simples: quando um motivo bom pra sorrir chegar até você, não abra mão disso. Não é a parte melosa do texto, é a parte prática. Você tem todo o direito de curtir a fossa (e deve!), mas imagina todo mundo se fechando em si até a dor passar? Imagina! 

Enquanto isso tem umas séries pra ver, umas rodas de conversas pra socializar, um trabalho pra dar o seu melhor e alguns amigos que, apesar de não terem obrigação de aguentar você na bad, estarão lá. E tem muitas outras coisas. Sugiro inclusive fazer um manual de s.o.s pra você ler quando tiver numa fase dessa. Ou tenha sempre no coração que tudo passa e que não vale a pena gastar nossa energia com coisas que nos desestabilizam e tiram a leveza da vida. Deixa passar. 
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